quinta-feira, 13 de março de 2014

Razão & Paixão

Vamos a segunda irmã Brontë? (Já que não cheguei na terceira ainda!)

Charlotte Brontë (Imagem: Reprodução)
"Jane Eyre", publicado por Charlotte Brontë em 1847, nos leva aos costumes e tradições do século XVIII. Um tempo em que a vida era dura e as regras sociais rígidas, principalmente para as mulheres.

Sinopse:

"Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall."

Narrado em primeira pessoa, ao conhecer os pensamentos e sentimentos de Jane - que muitas vezes, conversa conosco - nos sentimos mais próximos dela. Na verdade, é como se estivéssemos sendo os confidentes de Jane ou lendo o seu diário.

Jane Eyre, a protagonista, tem dezoito anos. Entretanto, o início da narrativa é contado por uma garotinha de dez. E há um enorme contraste entre a Jane jovem e a criança. Acompanhamos o desenvolvimento físico e moral da personagem, que na infância, era apaixonada, motivada por seus instintos e seu forte senso de justiça. Já adulta, Jane é comedida, mas deseja mudanças e liberdade, uma mulher de garra e de princípios firmes.

Jane é uma personagem a frente de seu tempo. Em uma época em que mulheres eram sustentadas pelo matrimônio, ela tem como meta sua independência e a vontade de ser autossuficiente. Nem feia, nem bonita. As qualidades de Jane não estão na sua aparência, mas sim em sua personalidade.

Imagem: Reprodução
Há romance na história! Porém, apesar de belo, não é o principal. Quer dizer, antigamente, as escritoras precisavam criar este artifício em suas obras para poder revelar sua mensagem nas entrelinhas. Nesse caso, a trajetória de uma mulher sem privilégios e que busca sua liberdade e independência numa sociedade patriarcal. Portanto, "Jane Eyre" é um romance feminista. E, um livro atemporal, um clássico.

Uma leitura que causa as mais diversas sensações: indignação, emoção em cenas passionais, tristeza em cenas dramáticas, agonia, êxtase e suspiros… Nas suas 600 e tantas páginas, em pouquíssimos momentos me percebi desconectada da história.

Queria contar tão mais, mas, não quero estragar nenhuma surpresa!
Brilhante! Magnífico! Quero ler de novo!

Leia!


Beijim, 

Kamila



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7 comentários :

  1. Nossa, me lembrou um pouco as histórias de jane Austin em seus livros. Adoro histórias de época, mas não gostaria de viver nessa época em que ser mulher era muito ruim! Deu vontade de ler, parabéns pela resenha.
    Bjs
    Ju Santos/FB
    http://todaprincesamerece.blogspot.com.br

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  2. Nunca soube dessa história, mas vou pesquisá-la! Histórias de época sempre nos fazem refletir sobre como os costumes da humanidade mudaram! Bjão

    Felipe Souza - FB
    http://meuamigoleitor.blogspot.com.br/

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  3. Nossa, qto sofrimento houve nessa epóca, mas sempre gosto muito de ler sobre.
    Excelente texto... vou pesquisar mais sobre o assunto.

    FB Paula Pimenta
    paulapimentamakeup.blogspot.com.br

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  4. Amei o post, Kami! Arrasou... Beijinhos

    Ah! Vem conhecer o blog que estou escrevendo http://blog.dutmy.com.br/

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  5. Adorei! Fiquei com muita vontade de ler e conhecer mais! Obrigada.


    www.sidehappy.com

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    Respostas
    1. Obrigada pela visita, Daniele!
      Seja muito bem vinda!

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Obrigada pela visita, fiquem a vontade para comentar e sugerir!
e-mail: sereiasafogadas@gmail.com
twitter: @kmioliveira

Beijim,

kmi