terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Conciergerie: Expectativa X Realidade








Juntamente com a Sainte-Chapelle, a Concierge, as margens do Sena, é o que restou do primeiro palácio real parisiense, o Palácio de la Cité. 
No século VI, Clóvis, primeiro rei da França, instalou sua residência no palácio. Depois, Hugo Capeto estabeleceu seu conselho e administração. Com Luís, foi construída a Sainte-Chapelle. E Felipe, o torna sede do Parlamento de Paris. 
Durante o reinado de Charles V, a residência real foi transferida para o Louvre. O antigo palácio adquiriu funções judiciárias, além de continuar a exercer funções administrativas. 
Com a lotação da prisão do Chatelet, a Conciergerie começa a acolher os prisioneiros do rei.
E, com a ausência do rei, é nomeado um Concierge, uma espécie de governador do palácio, com poderes judiciais para administrar o palácio e a prisão. Era um cargo muito importante, exercido por pessoas da nobreza, que moravam no próprio local. Logo, a Conciergerie designava o alojamento do concierge e, por extensão, a prisão da qual tomava conta.

Imagem: Reprodução
O tratamento dispensado aos prisioneiros dependia da sua condição social. Os mais afortunados alugavam celas individuais, mobiliadas e com iluminação. Já aos prisioneiros sem recursos, eram reservadas celas escuras e úmidas, além de ficarem amontoados na palha. 
Durante a Revolução Francesa, na Conciergerie, foi instalado o Tribunal Revolucionário que a transformou em palco de julgamentos. Esse período é conhecido como Terror. 
Então, a Lei dos Suspeitos foi instaurada, banalizando a pena de morte. O número de execuções chegou a 38 por dia. Os presos eram julgados e condenados à guilhotina.
Em 718 dias, mais de 2780 pessoas foram executadas, entre eles a rainha Maria Antonieta e Robespierre.

Curiosidades:

- Sem dúvidas, a prisioneira mais ilustre da Conciergerie foi Maria Antonieta, presa na Revolução Francesa. A rainha só deixou a prisão para ir à guilhotina, instalada na atual Place de Concorde. A cela de Maria Antonieta foi reconstituída.

- A Torre do Relógio ganhou este nome porque o primeiro relógio público da França foi nela instalado. Entretanto o original foi destruído.  A versão atual foi encomendada por Henrique III ao relojoeiro Germain Pilon e tem alegorias que representam a Lei e a Justiça, além do fundo azul com flores de lis, o símbolo da monarquia francesa.

- Nas paredes da sala dos condenados estão as listas com os nomes dos executados durante o funcionamento do Tribunal Revolucionário.

A imponência, a arquitetura e a história do prédio realmente impressionam. Apesar de muito pouco do palácio original ter sido conservado.

Lá ainda funcionam setores da Polícia e da Justiça e, no dia, estava uma confusão de câmeras e repórteres. #babado

Então, andei em torno do prédio e entrei, como quem não quer nada, na parte reservada aos trabalhadores do prédio. E, por esse motivo, fiquei inibida de tirar fotos! =P

Porém, o pouco que vi da arquitetura interna foi estonteante.

Também achei divertido o desfile de togas! =)

Embora houvesse uma imensa curiosidade e vontade de entrar ~de verdade~, não foi dessa vez! Ou seja, tenho que voltar a Paris só para visitá-la! #evilface


Informações:

- A Conciergerie fica em 2, Boulevard du Palais.

- As estações de metrô mais próximas são: Cité ou Châtelet. 

- O acesso ao palácio é pago. Entretanto, há um ingresso combinado com a Sainte-Chapelle que sai bem mais em conta! 
Ah! Os residentes na União Européia ou portadores de passaporte europeu menores de 26 anos têm acesso gratuito!

- Horários (diariamente): - de 01/03 a 31/10 - 09:30h às 18h
                                         - de 01/11 a 28/02 - 9h às 18h
Fechada nas datas: 01/01, 01/05 e 25/12. 

Para outras informações acesse: http://conciergerie.monuments-nationaux.fr


Beijim,

Kamila


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