quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Entre um Silêncio e outro...

Terminei meu primeiro Isabel Allende há alguns dias, "A Casa dos Espíritos", e, apesar de ainda estar digerindo algumas frases do epílogo, fiquei fascinada pela escritora.

Imagem: Reprodução
Não que o fim seja ruim, nada disso. Mas, para aceitar as coisas dos jeito que aconteceram, você tem que ser uma pessoa com um elevado nível de compreensão/aceitação. Aliás, quão extraordinárias são as mulheres deste livro. Ou foram? Já que Isabel Allende afirma que parte desta história é verídica. (Clara, segundo confidencia a autora, foi inspirada por sua avó).

Neste romance, Isabel conta a saga dos Trueba, retratando três gerações dessa família, e, dá sua visão acerca do golpe militar ocorrido, em 1973, no Chile.

A narrativa enfatiza as mulheres da família - personagens fortes e engajadas em projetos sociais - e, é dividida entre três personagens: Esteban Trueba, Clara (em seus cadernos de anotar a vida) e Alba.

Clara, desde de menina, tinha dons que a tornaram sensível a realidade. Anotava tudo em seus "cadernos de anotar a vida". O curioso é que Clara não gostava que os nomes se repetissem porque isso a confundia nos seus escritos. Fico pensando se a autora criou esse detalhe pelo fato de ser confundida com a filha de Salvador Allende, sua prima e homônima, Isabel Allende.

O amor, que não tinha espaço na vida de Clara, para Blanca, sua filha, era arrebatador. Blanca é dona de uma personalidade mais forte que a da mãe, porém não o suficiente para enfrentar a todos.

Alba, a neta de Clara e Esteban, é uma mistura de suas antepassadas, com o bônus de possuir os aspectos ~sereianos~ de sua tia avó, Rosa. Ela reúne virtudes que já existiram na sua família: espirituais, de amar, lutar pelos seus ideais e não ter vergonha do que acredita. Traz também a garra por justiça que tinha sua bisavó Nívea, uma feminista que lutava para ter direito ao voto.

As três viveram numa sociedade conservadora e foram mulheres de caráter forte, revolucionário e solidário. À frente de seu tempo. 

A trama é bem amarrada com uma escrita humana fabulosa. Um romance inspirador, clássico da literatura sul-americana, que combina magia e realidade, amor e tragédia.

Fiquei encantada com a forma de escrever de Isabel Allende e já decidi qual será meu próximo livro da autora: "Paula", que eu imagino, deve ser ainda mais comovente, pois, este livro, foi escrito para sua filha, Paula, que estava em coma. Como não se sabia se ela voltaria com memória, Isabel Allende contou sua história para que a filha se lembrasse dos fatos. Sua filha não voltou do coma e faleceu pouco tempo depois, passando este a ser um livro autobiográfico.



Beijim, 

Kamila



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