quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Labirinto da "Rainha do Crime"

Há alguns meses, fui apresentada à Agatha Christie.
Estreei com "O Assassinato de Roger Ackroyd". Digo que achei ok. O que quebrou o encantamento foi que, logo nos primeiros capítulos, desvendei a trama principal e o assassino. Mesmo assim não desisti da romancista policial britânica. Em seguida, li "Os Treze Problemas" e, sorry, não morri de amores pela famosa Miss Marple. Ao contrário, fiquei com um pé atrás com a gentil senhora.

Até que me rendi à Duquesa da Morte, na terceira tentativa: "Assassinato no Expresso do Oriente".

Imagem Reprodução
Sinopse: "Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime."

A inspiração surgiu em 1931, quando Agatha ficou presa com outros passageiros num trem voltando de Nínive. Em 1934, o livro foi publicado (apesar do texto parecer atual) e tem por base um grupo de pessoas presas num trem em razão da neve. Diz-se que o enredo e o final deste livro revolucionaram os romances policiais, sendo este também, considerado o maior caso da carreira do detetive Hercule Poirot.

A história se desenvolve de forma interessante, narrado em terceira pessoa, o que nos dá a chance de ver os mesmos fatos que são apresentados ao detetive, porém, sem saber suas teorias. 
Confesso que adorei o caso Armstrong, exceto o desfecho, claro. Queria tanto uma obra que tratasse dele. Depois, soube que ele foi baseado no Caso do Bebê Lindbergh, filho do aviador Charles Lindbergh, em 1932.

O livro se divide em três partes: primeiro descreve 'Os Fatos', depois ouvimos os 'Depoimentos' de cada testemunha e, por fim, o famoso detetive nos apresenta a sua 'Conclusão'. Confesso que tive algumas suspeitas (e quem não tem, lendo livros policiais?), que se confirmaram parcialmente, o que não desmerece em nada o texto.

Um excelente mistério, bem estruturado com uma solução complexa e surpreendente. Uma trama bem tecida que nos prende e nos faz torcer por todos os passageiros, a ponto de que não queremos ver nenhum com o título de assassino. Depois que descobrimos mais sobre o assassinado... até esquecemos  dele! Uma obra que exige total atenção do leitor, mas que evolui rapidamente. 

Animado para conhecer as obras da Rainha do Crime? Este é um grande começo.

Beijim,

Kamila

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