domingo, 27 de janeiro de 2013

No próximo, deixa eu brincar também, Tarantino?


*Imagens: reprodução

Sexta preguiçosa... para começarmos bem o feriadão chuvoso: cinema!

Django Livre (Django Unchained - 2012)

Diretor: Quentin Tarantino
Com: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson. 

Uma homenagem ao western spaghetti, o filme se passa no sul dos Estados Unidos, (e, por isso, seria um southern spaghetti?), dois anos antes da Guerra Civil. Django (Jamie Foxx) e sua esposa Bromhilda (Kerry Washington) são escravos que tentaram fugir de uma fazenda. Recapturados, eles são vendidos separadamente. Certa noite, Django é encontrado pelo caçador de recompensas Dr. King Shultz (Christoph Walz), que precisa de sua ajuda para encontrar os sanguinários irmãos Brittle, foragidos da justiça - vivos ou mortos. (Ou seja, a típica dupla de cowboys americanos é formada por um negro e um estrangeiro.) Em troca de ajuda, Dr. Shultz promete alforriar Django, e, mais tarde, ajudá-lo na busca por sua esposa. 

Já é o suficiente para ficar com vontade de correr para o cinema, não?

O filme, baseado em vingança - o que não é novidade para os fãs de Tarantino - traz uma série de reviravoltas. Quem assiste a um filme dele, já tem ideia do que esperar, mesmo assim, é divertido, diferente e, por que não, sempre uma surpresa! Todas as características marcantes estão lá: exagerados esguichos de sangue, diálogos longos e afiados, reciclagem de filmes B dos anos 60 e 70, piadas sensacionais em momentos inoportunos, roteiro nada óbvio e com situações esdrúxulas, trilha sonora marcante e mais sangue!

Com exceção de alguns flashbacks, este é o filme mais linear do diretor. "Django Livre" ainda me fez, pela primeira vez em um Tarantino, fechar os olhos: com a primeira aparição de Leonardo DiCaprio na trama e, claro, a cena dos cães. Entretanto, curiosamente, é um filme engraçado. Talvez, o mais engraçado dele. A ironia e o sarcasmo estão presentes. As tiradas de Django, a cena inicial, a sequência no bar, o racismo de Stephen, a interpretação de Walz e, claro, a cena inacreditável dos membros da Ku Klux Klan reclamando dos capuzes brancos que fizera-nos chegar as, pasmem, gargalhadas. 

Ainda, o roteiro: Acredito que é um dos melhores escritos por Quentin Tarantino. As 2 horas e 45 minutos de filme passam voando! (Ao menos para mim!) Não é por acaso que ele desponta como favorito ao Oscar de Roteiro Original deste ano. A fotografia, com cenários e figurinos bem convincentes, é um deleite visual. 

E as atuações? O diretor conseguiu tirar os astros de suas zonas de conforto e mandou ver: 
- Jamie Foxx: Não foi brilhante, mas cumpriu seu dever. O desenvolvimento de Django foi bem elaborado, de homem submisso ao que assume o controle da própria vida. Ah, e ele cresce muito nas interações com Waltz. 
- Christoph Waltz: Rouba todas as cenas! Indicação ao Oscar e prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Globo de Ouro merecidíssimas! Aliás, na primeira hora de filme, só dá ele! Inteligente e sarcástico. A ironia refinada do dentista matador faz com seja um prazer vê-lo no foco, da primeira a última cena.
- Leonardo DiCaprio: Arrisco a dizer que foi primeiro filme em que gostei de assisti-lo atuando. Incorporou o odiável Calvin Candie e brilha. 
- Samuel L. Jackson: Está impecável. O escravo Stephen, aos poucos, vira a figura mais repugnante da trama. Talvez, seja o mais racista de todo o filme. Surpreendeu com sua performance primorosa.

Sem falar das várias participações especiais: Franco Nero, o Django ~original~ de Corbucci, faz uma pontinha como proprietário do "mandingo" que perde a luta na casa de Candie. E, óbvio, Tarantino, numa curta cena, garantia de muita risada. Todos os atores, participações e principais, parecem se divertir nas gravações. 

Também, adorei a trilha sonora. Minha única ressalva é que não sou fã de hip-hop e rap, mas, nesse filme, deixo passar. rs. Os temas clássicos de faroeste, entretanto, foram puro amor! Fiquei tentada a comprar!

Para finalizar, revelo que, a minha sessão foi uma delícia: as pessoas gargalhavam, batiam palmas, xingavam, torciam... Mas, se você não gosta de Tarantino ou vai apenas pelas cenas violentas, não sei se apreciará o filme...

Vocês curtem Tarantino? E "Django Livre"? Já assistiram? Ficaram com vontade de assistir?

Beijim, 

2 comentários :

  1. Um dos filmes que quero ver esse ano, hahahaha!
    Amo o Léo, quero ver ele! heuheuehuehe!

    E o Waltz ta roubando a cena em todos os filmes que faz heim! Mas será que ele seria um mocinho legal? (acho que ele tem cara de mau)

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    1. Sempre tive um pouco de antipatia pelo DiCaprio, não sei o motivo. Quase gostei dele em "Prenda-me se for capaz", mas, em Django, dou o braço a torcer!

      Então, uma boa notícia: o Walz, que me lembrou muito o Barry Gibb nesse filme hihihi, é mocinho. Quer dizer, tão mocinho quanto um Tarantino permite ser! (evil face!)

      Ah, e já que falamos de DiCaprio e Walz, sabia que o papel de Walz, em Bastardos Inglórios, seria para o DiCaprio? Tarantino só mudou de idéia pq queria um ator com alemão fluente. Mas, acho que Leo foi bem recompensado!!

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Beijim,

kmi