domingo, 16 de dezembro de 2012

Hoje é dia de Jane!

Ia falar sobre o "Hobbit", mas, perdoem-me os fãs da saga, o "Hobbit" pode ficar para amanhã, porque hoje é aniversário da musa-escritora Jane Austen! *.*

Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra. 

A sétima filha do reverendo local. Jane tinha seis irmãos e somente uma irmã, mais velha, Cassandra. As duas eram confidentes. E nenhuma das duas se casou. 

Na época a educação era feita nas escolas dominicais ou, em caso de famílias mais abastadas, através de tutores. O pároco Austen incrementava os ganhos da família como tutor, dando aulas particulares a alunos que residiam em sua casa. O que justificava a ampla biblioteca que possuía, e, segundo palavras da autora, tanto ela quanto sua família eram "ávidos leitores de romance, e não se envergonhavam disso". Crescendo na casa de um tutor, supõe-se que ela era bastante instruída para o seu tempo.

Provavelmente por isso, a autora, em seus romances, advoga pela educação liberal para as mulheres, deixando de lado os talentos que as mulheres de sua época ~deviam cultivar~. Entende-se por "talento" as habilidades que as mulheres em busca de marido deviam ter para atrair a atenção de um. A mulher culta/talentosa, para a aristocracia,  era a que sabia falar idiomas modernos, entendia de música, estilo, pinturas, desenhos, bordados e outros assuntos, além de possuir carisma e uma expressão que a favorecia. Não era a toa que nenhuma de suas heroínas estavam muito interessada por esses ~talentos~. 

O ambiente da burguesia agrária serviu de contexto para todas as suas obras, que giravam em torno do casamento da protagonista. E sendo de uma família que promovia a aprendizagem, Jane desenvolveu o desejo de compor textos, sempre apresentando valores familiares que achava importantes e ironizando o comportamento da sociedade em que vivia.

É difícil saber o momento em que Jane Austen começou a escrever. Mas, aos 16 anos, já possuia bastante cadernos armazenados, os primeiros são ligeiramente inferiores às obras mais maduras, o que se nota pelo inglês mais simples e fácil. 

Jane faleceu em 18 de julho de 1817, aos 41 anos. Suas últimas palavras? "Nada quero mais que a morte." Na época, não se sabia a causa, hoje, desconfia-se que tenha sido a doença de Addison. 

Existem dois museus dedicados a Jane Austen:
- O "Jane Austen Centre", em Bath, na Gay Street, a poucos metros no número 25, onde Jane residiu em 1805, e;
- "Jane Austen's House Museum", na cabana de Chawton, em Hampshire, onde viveu de 1809 até 1817. 

Ela é considerada uma das maiores escritoras de todos os tempos e eu concordo!! =) 

Aí para minha surpresa, vejo que lançaram um "50 Tons de Sr. Darcy". Meu primeiro pensamento? Tenha dó! Sério?!? Sério mesmo?

Pelo que vi, é uma mistura de "Orgulho e Preconceito" (já maculada por "Orgulho e Preconceito e Zumbis" =P) com os famosos 50 tons, que deixa de lado todo o recato e com um quê de perversão. (Não tenho muito o que falar dos 50 tons ~originais~, pois não os li. Sorry, não me despertaram o interesse. Ainda.) 

Os "50 tons do Sr. Darcy" foi escrito sob o codinome de Emma Thomas, e, ao que tudo indica, mascara um inglês mundialmente famoso. Bleh!

Li o primeiro capítulo ou parte dele: aqui. Por curiosidade. E digo que não me despertou nada. Um pouco de desprezo talvez? Ao menos esse trecho, como paródia, não me fez rir. E como algo sensual... para mim, nada mais que vulgaridade. Mas, foi só um trecho. Se alguém o leu inteiro e acha que estou falando besteira, porque a leitura se torna mais agradável pós 26 folhas, por favor, apresente-se! ;)

E vocês? Adoram as obras da ~Lady~ tanto quanto eu? E as adaptações para o cinema e a TV? E as paródias, o que acham? Uma crítica saudável ou uma heresia?

Beijim, 


Fonte sobre Jane Austen:Wikipédia.

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